Marketing no esporte Brasileiro é furada?
Todos nós sabemos o quanto o Marketing se tornou importante no futebol nas últimas décadas, cada vez mais os clubes obtém maior renda nesta área e sempre surge alguma forma de conseguir uma nova fonte. Hoje em dia vemos diversas marcas se solidificando no esporte em geral, tanto na forma de patrocínios, naming rights (“compra do nome”) de estádios e até nome de clubes.
Fora do Brasil tudo isso é muito respeitado. Temos milhões de exemplos, tanto no futebol quanto em outros esportes. No futebol temos como maiores exemplos o Emirates Stadium, o Allianz Arena, os clubes da Red Bull (Salzburg, New York, Leipzig), tudo isto fora os diversos patrocínios multimilionários. Na NBA a grande parte dos ginásios das equipes tem um nome de alguma empresa. Na F1 temos a Red Bull com duas equipes, a atual campeã que leva o nome da empresa e a sua equipe secundária a Toro Rosso.
Já em nosso país, muito se tenta, mas pouco foi feito. Qual seria o motivo disto? Falta de força no marketing? Falta de incentivo? Absolutamente não. Tudo se trata de uma espécie de boicote da mídia, principalmente da Rede Globo, que resolve não falar o nome das marcas. Já tivemos problemas recentemente no vôlei, onde uma das equipes mais vencedoras, o Finasa/Osasco fechou as portas por um tempo devido ao boicote do nome da marca que financiava o clube e assim acontece com todas as outras equipes, sem exceção. Nas narrações de F1, a emissora simplesmente não fala o nome real das equipes, trata sempre como siga. Ao invés de Red Bull Racing, RBR. Ao invés de Scuderia Toro Rosso, STR.
Recentemente este problema veio parar no futebol também. A Red Bull formou um clube em São Paulo, e sempre já acontece a mesma coisa: o nome virou sigla. Mas o caso mais emblemático é o dos clubes Pão de Açúcar (clube de São Paulo) e Sendas (clube do Rio de Janeiro), ambos da rede Pão de Açúcar e participantes da segunda divisão estadual dos respectivos estados. O clube paulista sempre é tratado pela sigla PAEC. Após muito tempo, as empresas de Abílio Diniz resolveram trocar o nome dos clubes para evitar este boicote; a partir de 2012 as equipes passarão a ser chamadas por Audax-SP e Audax-RJ.
Outro fator que ainda não atrapalha o futebol, mas tende a atrapalhar cada vez mais são os naming rights dos estádios. Corinthians e Palmeiras tentam construir ou reconstruir suas arenas e prometem “vender” os direitos sobre os nomes das mesmas. Mas qual empresa pagará uma fortuna sabendo que a maior mídia do país, detentora dos direitos de transmissão do futebol, provavelmente não irá falar o seu nome, ao tratar da arena? Como o esporte pode tentar crescer, arrecadar cada vez mais com este bloqueio? E o pior é que os clubes se entregam de bandeja à Globo, pois dependem demais do dinheiro da emissora carioca. Na verdade tudo isso acaba se tornando um círculo vicioso, pois o clube não luta para se desvencilhar da emissora e assim acaba dependendo cada vez mais da mesma.



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